Para congressista paranaense, é necessário um olhar mais humano sobre o atual texto da reforma previdenciária brasileira

A deputada federal Leandre Dal Ponte (PV-PR) votará contra a proposta de Reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional. Existe uma previsão do próprio presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que o texto vá para o Plenário da Câmara para votação já na próxima semana. No entanto, a possibilidade do texto ser apreciado apenas no próximo ano, em fevereiro, também não está descartada.
 
Não é de hoje que a deputada definiu seu voto contrário ao texto da reforma da previdência. Já em Abril deste ano, Leandre enviou uma carta ao presidente da República, Michel Temer, na qual chama atenção para vários pontos que justificam seu voto contrário. Para ela, são necessários pelo menos 20 anos para fazer a transição do atual modelo previdenciário para o próximo, na pretensão de igualar homens e mulheres, trabalhadores urbanos e rurais, do setor público e privado perante a nova lei da aposentadoria.
 
Como uma das mais atuantes defensoras da longevidade na Câmara dos Deputados, Leandre também destaca na carta a necessidade de se preocupar não apenas com os números da previdência, mas também com a melhoria na qualidade de vida e de saúde das pessoas enquanto envelhecem, considerando que viver mais não significa necessariamente viver bem.
 
“É preciso criar oportunidade para as pessoas, que, ao envelhecerem, continuem empregadas em funções que possam exercer. É necessário que, em todas as carreiras, o mercado tenha condições de absorver as pessoas com mais idade, já que a expectativa de vida do brasileiro aumentou”, ilustrou.
 
Políticas públicas devem preceder a reforma
 
Na visão de Leandre, antes de aprovar a reforma, também é necessário que o governo implemente políticas públicas para combater as fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), execute a cobrança contra os devedores do INSS, e também implemente mecanismos eficientes de combate à sonegação.
 
“Sabe-se que são bilhões de reais que deixam de entrar para dar suporte à Previdência”, ponderou.
 
Para ela, o governo também não deve mandar para a Câmara nenhum tipo de texto referente a renuncias fiscais da previdência, antes da tramitação da reforma. “Não tem como a gente acreditar em um déficit da previdência, quando o governo fica consentido renúncia fiscal para as petroleiras, por exemplo. Como aconteceu, recentemente, na Câmara”, avaliou a deputada. 
Fonte: Assessoria de Imprensa
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